Faz tempo que não vejo, aquela garotinha doce que brincava de boneca, e o papai amava. Faz tempo que não sei onde foi parar a garota cheia de dengo que chorava atrás da vovó para conseguir o que queria. A vida quando tirou o pai, matou a garota doce. Ela só queria um pouco de dengo, e a vida tirou a vovó. E só restou uma menina que precisava crescer a todo custo. Afinal quem gostava do do jeito que ela era, já não existe mais. Essa garota tem quem a ame? Sim, tem. Mas são as mesmas que a fazem chorar. E por falta de pra quem correr, ela mesma teve que aprender a enxugar as suas lágrimas. Não é fácil você conviver com a impressão de que sempre vai perder quem você ama, pois por mais que você aproveite o máximo dessas pessoas, você sempre vai ter a sensação que amanhã não vai mais tela. No final das contas, nada a garota cresceu. Apenas se transformou da garota doce, em uma garota coberta de medos, na qual se faz de forte, para não mostrar a sua verdadeira face.
N.R.
N.R.
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